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Mercado Imobiliário

Metade dos Brasileiros Quer Comprar Imóvel Apesar dos Juros Altos

·5 min de leitura

O Mercado Imobiliário Brasileiro Segue Aquecido Apesar dos Desafios

Mesmo em um cenário desafiador marcado por juros elevados e crescente endividamento das famílias, o mercado imobiliário brasileiro continua demonstrando sinais de vitalidade. De acordo com o estudo Indicadores Imobiliários Nacionais, divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em parceria com a Brain Inteligência Estratégica, 49% dos brasileiros manifestaram intenção de comprar um imóvel nos próximos 24 meses. Este dado revela uma estabilidade notável no interesse dos consumidores pela aquisição de propriedades.

O percentual permaneceu praticamente inalterado em relação ao quarto trimestre de 2025, quando atingiu 50%, e apresentou crescimento de cinco pontos percentuais comparado ao mesmo período do ano anterior, quando estava em 44%. Desde junho de 2024, a intenção de compra oscila entre 49% e 50%, configurando um dos patamares mais elevados da série histórica do estudo, que completa uma década em 2026.

Fatores Macroeconômicos Positivos Impulsionam a Demanda

O que surpreende muitos analistas é a resiliência do mercado imobiliário diante de condições econômicas adversas. Lucas Andrade, analista de Inteligência de Mercado da Brain, destaca que esse resultado positivo é sustentado por dois pilares fundamentais: o mercado de trabalho robusto e o aumento da renda média dos brasileiros.

Com a taxa de desemprego em 6,1% – um recorde histórico baixo – as famílias sentem-se mais confiantes para realizar investimentos de longo prazo, como a compra de um imóvel. Essa confiança é reforçada pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram que o rendimento médio mensal real alcançou R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.

Conforme apontado na pesquisa original da Exame, esses fatores macroeconômicos positivos continuam sendo determinantes para que as pessoas mantenham ou aumentem sua disposição em adquirir um imóvel, independentemente do ambiente de juros elevados.

Quem Está Buscando Ativamente por Imóveis?

A pesquisa, realizada com mais de 2 mil entrevistas em 221 cidades brasileiras – incluindo todas as capitais e principais regiões metropolitanas – revelou que entre os interessados em comprar, 14% já estão em busca ativa de propriedades. Desse grupo, 9% pesquisam imóveis pela internet e 5% já realizam visitas presenciais.

Outro segmento relevante é composto por 35% dos entrevistados que afirmam ter intenção de compra, mas ainda sem iniciar efetivamente o processo de busca. Isso indica um mercado potencial significativo que pode se converter em transações reais nos próximos trimestres.

Quanto ao horizonte temporal, a maioria dos potenciais compradores planeja fechar negócio no médio prazo: 29% pretendem comprar em até um ano, enquanto 39% planejam realizar a compra entre um e dois anos. Apenas 32% mencionaram um horizonte superior a dois anos.

Preferências dos Consumidores: Casas de Rua Lideram

A preferência do consumidor brasileiro segue um padrão bem definido. As casas de rua continuam sendo a opção mais desejada, escolhida por 47% dos entrevistados. Os apartamentos aparecem em segundo lugar com 35% das preferências, enquanto casas em condomínio fechado representam 14%. Terrenos em loteamentos ou condomínios somam apenas 4% das preferências.

Essa informação é particularmente relevante para o mercado de Campo Grande e Mato Grosso do Sul, onde há grande disponibilidade de terrenos e casas de rua, alinhando-se perfeitamente com as preferências dos consumidores brasileiros.

Motivações Principais para a Compra

A finalidade da compra continua sendo predominantemente a moradia própria. Segundo o estudo, 83% dos entrevistados desejam adquirir um imóvel para morar, enquanto 13% buscam uma segunda residência voltada ao lazer e 9% pretendem comprar para fins comerciais.

Entre as motivações específicas, sair do aluguel aparece como a principal razão, mencionada por 38% dos interessados. Outros 12% querem sair da casa dos pais, enquanto um grupo relevante busca melhorar o padrão da moradia atual: 12% procuram imóveis maiores, e outros citam a busca por unidades mais novas ou com mais benefícios.

O interesse por investimento também segue relevante, com 13% dos entrevistados pretendendo comprar um imóvel para investir, sendo que a maior parte mira o mercado de locação.

O Papel do Minha Casa, Minha Vida na Sustentação do Mercado

Um fator crucial para compreender a resiliência do mercado imobiliário é o fortalecimento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Segundo Andrade, essa política habitacional tem ajudado a sustentar o nível de intenção de compra nos últimos trimestres, especialmente entre famílias de renda média.

Em março de 2026, o Conselho Curador do FGTS aprovou a ampliação dos limites de renda e dos tetos de financiamento do programa. Na Faixa 4, o limite de renda subiu de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais, enquanto o teto do valor do imóvel financiado passou a R$ 600 mil. Essa expansão engloba uma parcela importante das famílias de renda média, potencialmente aumentando ainda mais a intenção de compra nos próximos trimestres.

O impacto do MCMV é impressionante: o programa respondeu sozinho por 49% de todas as vendas realizadas no país no primeiro trimestre de 2026, com 54.510 unidades comercializadas. No total, foram vendidas 110.722 unidades residenciais no país, representando uma alta de 4,1% em relação ao mesmo período de 2025.

Perspectivas para o Mercado Imobiliário

Os dados apresentados revelam um mercado imobiliário brasileiro resiliente e dinâmico, capaz de manter-se aquecido mesmo diante de desafios macroeconômicos. A combinação de desemprego baixo, aumento de renda e políticas habitacionais robustas cria um ambiente favorável para compradores e investidores.

Para quem está considerando entrar no mercado imobiliário, seja como comprador de primeira viagem ou investidor experiente, este é um momento importante para avaliar oportunidades. O mercado de Campo Grande e Mato Grosso do Sul, alinhado com essas tendências nacionais, oferece diversas possibilidades de investimento com preços ainda competitivos.

A Rede Uno está à disposição para orientar você nessa jornada, oferecendo expertise local e compreensão profunda do mercado imobiliário regional. Com a demanda aquecida e as condições econômicas favoráveis, pode ser o momento ideal para realizar seu sonho de comprar um imóvel ou expandir seu portfólio de investimentos.

Fonte: Exame – Indicadores Imobiliários Nacionais (CBIC/Brain Inteligência Estratégica)

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