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Mercado Imobiliário

Campo Grande: m² sobe 1,35% e supera média nacional

·5 min de leitura

Campo Grande se consolida como destaque nacional no mercado imobiliário

Se você acompanha o mercado imobiliário ou está pensando em investir em um imóvel, os dados mais recentes sobre Campo Grande são motivo de atenção — e de otimismo. A capital sul-mato-grossense voltou a superar a média nacional de valorização do metro quadrado, reforçando sua posição como um dos mercados imobiliários mais aquecidos do Brasil.

De acordo com o índice FipeZap, o preço médio do metro quadrado em Campo Grande registrou alta de 1,35% em janeiro de 2025, chegando a R$ 6.098/m² — ante R$ 5.769/m² em dezembro de 2024. Para efeito de comparação, a média nacional ficou em apenas 0,59% no mesmo período, ou seja, Campo Grande cresceu mais que o dobro da média do país. Nos últimos 12 meses, a valorização acumulada na capital foi de 5,64%.

Os dados foram destacados pela ABMI (Associação Brasileira do Mercado Imobiliário) e reforçam uma tendência que vem se consolidando há alguns anos: Campo Grande não é mais apenas uma capital regional — é um polo imobiliário estratégico de abrangência nacional.

"Campo Grande vem se colocando como uma das mais importantes cidades nas áreas de vendas e locações, onde os números mostram que ficou acima da média do País em todas as situações", afirmou Alfredo Freitas, presidente da ABMI, em declaração ao Campo Grande News.

Números que impressionam: valorização histórica desde 2022

Para entender a dimensão desse crescimento, vale olhar para um horizonte mais amplo. Segundo o gerente de Pesquisa e Inteligência de Mercado do Grupo OLX, Coriolano Lacerda, desde janeiro de 2022 o preço médio do metro quadrado para venda em Campo Grande acumulou alta de 31% — enquanto a média nacional ficou em 19% no mesmo período.

Ainda mais expressivo é o desempenho do mercado de locação: os valores de aluguel em Campo Grande subiram 75% desde 2022, superando com folga o índice nacional de 52%. Em 2024, a capital liderou o crescimento de aluguéis entre todas as capitais brasileiras, com alta de 33,15%.

O volume de negócios também acompanhou essa tendência. Em abril de 2024, as transações de compra e venda cresceram 45,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior — um salto expressivo que consolida Campo Grande como referência no setor.

Quais bairros têm os metros quadrados mais valorizados?

Para quem deseja comprar ou investir, conhecer os bairros com maior valorização é fundamental. Segundo os dados do FipeZap e do Sindimóveis-MS, os bairros com o metro quadrado mais caro em Campo Grande são:

  • Jardim dos Estados: R$ 10.484/m²
  • Santa Fé: R$ 10.350/m²
  • Vila Margarida: R$ 8.810/m²
  • Mata do Jacinto: R$ 7.889/m²
  • Centro: R$ 4.390/m²

O diretor administrativo do Sindimóveis-MS, Luiz Vasconcelos, também destacou outros bairros que chamam a atenção de compradores e investidores: Chácara Cachoeira, Jardim Autonomista, Giocondo Orsi, Carandá Bosque e os condomínios fechados Alphaville e Damha.

"A localização privilegiada, os serviços e o comércio desses bairros proporcionam facilidade e diversidade aos moradores. O que chama atenção são a limpeza, as vias públicas em bom estado e os serviços e comércio que cada região oferece", explicou Vasconcelos.

Por que Campo Grande está crescendo tanto?

A valorização imobiliária de Campo Grande não é fruto do acaso. Há fatores estruturais e econômicos que explicam esse movimento, e entendê-los ajuda tanto compradores quanto investidores a tomar decisões mais embasadas.

Um dos principais motores é o agronegócio, setor historicamente forte em Mato Grosso do Sul e que segue em expansão. Além disso, o estado tem se tornado um polo estratégico da indústria de celulose, com mega indústrias em operação e outras em construção, gerando empregos e renda que aquecen a demanda por imóveis.

Outro fator de peso é a Rota Bioceânica, corredor logístico que vai conectar o Brasil ao Oceano Pacífico passando por Mato Grosso do Sul, encurtando distâncias entre produtores brasileiros e mercados consumidores na Ásia. Esse projeto posiciona Campo Grande como um nó logístico de relevância continental, atraindo investimentos e novos moradores.

"Campo Grande é uma capital que oferece muitas oportunidades de negócios e que está em pleno crescimento alavancado pela Rota Bioceânica e pelo seu agronegócio bem estruturado e reconhecido nacionalmente", destacou Luiz Vasconcelos, do Sindimóveis-MS.

O que isso significa para quem quer comprar ou investir?

Para o comprador que busca um imóvel para morar, os dados indicam que esperar pode custar caro. Com valorização consistente acima da inflação e da média nacional, cada mês de adiamento representa um preço potencialmente mais alto no futuro.

Para o investidor, o cenário é ainda mais animador. A combinação de valorização de venda acima de 31% em três anos e alta de 75% nos aluguéis desde 2022 coloca o imóvel em Campo Grande como um dos ativos com melhor desempenho real disponíveis no mercado. Mesmo em um contexto de juros elevados, a rentabilidade do aluguel e a valorização patrimonial têm compensado o custo do financiamento para muitos perfis de investidor.

Vale lembrar que o IPCA acumulou 0,33% em janeiro de 2026 (IBGE/SIDRA), e a variação do grupo Habitação ficou em -0,11% no mesmo mês — o que reforça que a valorização dos imóveis em Campo Grande está bem acima da inflação geral e do custo de habitação no país.

Campo Grande no radar nacional do setor imobiliário

O reconhecimento do potencial de Campo Grande vai além dos números. A cidade foi escolhida para sediar o 94º Encontro da ABMI, nos dias 13 e 14 de março de 2025, no hotel Deville Prime — um evento que reúne os principais nomes do mercado imobiliário brasileiro e que, não por acaso, escolheu a capital sul-mato-grossense como palco.

Esse tipo de atenção nacional reforça a percepção de que Campo Grande deixou de ser uma aposta e passou a ser uma certeza para quem busca segurança e rentabilidade no mercado imobiliário.

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Fonte: Campo Grande News – Com alta de 1,35%, preço do m² na Capital sobe mais que a média nacional (27/02/2025). Dados: FipeZap, ABMI, Sindimóveis-MS e Grupo OLX.

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