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Rescisão de Aluguel: Como Evitar Conflitos na Saída do Imóvel

·6 min de leitura

Rescisão de contrato de aluguel: um momento crítico para inquilinos e proprietários

Quem já passou pelo encerramento de um contrato de aluguel sabe bem: esse costuma ser um dos momentos mais tensos de toda a jornada de locação. De um lado, o proprietário quer recolocar o imóvel no mercado o quanto antes. Do outro, o inquilino está com a cabeça na mudança para o novo endereço. Quando as expectativas não são bem alinhadas, o resultado quase sempre é conflito, burocracia e desgaste para ambas as partes.

Esse cenário, aliás, é tão comum no mercado imobiliário brasileiro que chegou a motivar um investimento milionário por parte de uma das maiores plataformas de aluguel do país. Segundo reportagem do InfoMoney, o QuintoAndar destinou R$ 18 milhões em 2025 para reestruturar completamente a etapa de rescisão contratual, criando uma diretoria dedicada e implementando tecnologias de inteligência artificial para tornar o processo mais ágil e menos conflituoso.

Os resultados foram expressivos: redução de 50% no tempo médio de rescisão e aumento de 15 pontos no NPS (Net Promoter Score), indicador que mede a satisfação e a disposição dos clientes em recomendar o serviço. Mas o que esse movimento revela sobre o mercado de locação no Brasil — e o que você, como inquilino ou proprietário em Campo Grande, pode aprender com isso?

Por que os contratos de aluguel são rescindidos?

Antes de falar em soluções, é importante entender as causas. De acordo com os dados levantados pelo QuintoAndar, a grande maioria dos pedidos de rescisão parte dos próprios inquilinos. Isso ocorre especialmente após o primeiro ano de contrato, período a partir do qual a saída pode acontecer sem a aplicação de multas rescisórias, conforme previsto na Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991).

Os principais motivos que levam ao encerramento antecipado dos contratos estão diretamente ligados a mudanças na vida pessoal e financeira dos locatários:

  • Mudança de emprego — troca de cidade, home office ou novo endereço de trabalho;
  • Variação de renda — redução salarial ou aumento das despesas que tornam o aluguel inviável;
  • Alteração na composição familiar — casamento, separação, chegada de filhos ou saída de dependentes;
  • Novas prioridades pessoais — decisão de comprar um imóvel próprio ou buscar um espaço maior ou menor.

Curiosamente, o mesmo levantamento aponta que o brasileiro se muda menos do que pessoas em outros países. Uma das hipóteses levantadas pelo diretor de Customer Experience do QuintoAndar, Felipe Abreu, é que o histórico de rescisões burocráticas e conflituosas acaba desestimulando mudanças que poderiam ser benéficas para os próprios locatários.

Os três pilares de uma rescisão bem-feita

Independentemente do motivo da saída, existe um caminho para que o encerramento do contrato seja menos traumático. A experiência acumulada pelo mercado aponta três pilares fundamentais para uma rescisão tranquila:

1. Cumprimento de prazos

A Lei do Inquilinato estabelece que o inquilino deve comunicar a intenção de saída com pelo menos 30 dias de antecedência. Respeitar esse prazo é essencial para evitar cobranças adicionais e garantir que o processo de devolução do imóvel ocorra de forma organizada. Da mesma forma, o proprietário tem obrigações de prazo para a realização da vistoria e devolução do depósito caução, quando houver.

2. Transparência de informações

Grande parte dos conflitos na rescisão surge da falta de clareza sobre quem é responsável por quê. Quais reparos cabem ao inquilino? O que é considerado desgaste natural do imóvel? Essas dúvidas, quando não esclarecidas desde o início do contrato, se tornam fontes de desentendimento no momento da saída. Ter tudo documentado — especialmente a vistoria de entrada — é fundamental.

3. Alinhamento de responsabilidades

Proprietário e inquilino precisam ter clareza sobre suas obrigações ao longo de toda a vigência do contrato, não apenas no momento da rescisão. Lembretes periódicos sobre a conservação do imóvel e o incentivo ao diálogo direto entre as partes são estratégias simples que reduzem significativamente os atritos na hora da saída.

Tecnologia e prevenção: o novo caminho do mercado

O investimento do QuintoAndar em inteligência artificial para comparar fotos de vistorias e sugerir reparos necessários é um sinal claro de para onde o mercado imobiliário está caminhando. A tecnologia não substitui o relacionamento humano, mas pode eliminar etapas burocráticas, reduzir erros e tornar o processo muito mais transparente para todas as partes.

Outro ponto relevante destacado na reportagem do InfoMoney é a adoção do modelo de Single Point of Contact (Ponto Único de Contato), no qual um único profissional acompanha o cliente do início ao fim do processo de rescisão. Esse modelo evita que o inquilino ou proprietário precise repetir sua situação para diferentes atendentes, reduzindo o desgaste e aumentando a eficiência.

O resultado prático? No último ano, quase metade dos imóveis que passaram por rescisão na plataforma foram realocados em menos de um mês — um dado que mostra que uma saída bem conduzida beneficia diretamente o proprietário, que retoma a renda do aluguel mais rapidamente.

O que isso significa para quem aluga ou investe em Campo Grande?

Para os moradores e investidores de Campo Grande e Mato Grosso do Sul, esse cenário traz lições práticas importantes. O mercado de locação na capital sul-mato-grossense tem crescido de forma consistente, impulsionado pela expansão de bairros como Jardim Autonomista, Tiradentes e Carandá Bosque, além da chegada de novos empreendimentos em regiões em desenvolvimento.

Se você é proprietário de um imóvel para locação em Campo Grande, investir em uma vistoria detalhada na entrada do inquilino, manter um canal de comunicação aberto ao longo do contrato e contar com o suporte de uma imobiliária experiente são medidas que fazem toda a diferença na hora da rescisão.

Se você é inquilino, respeitar os prazos de aviso prévio, conservar o imóvel conforme as condições de entrada e manter o diálogo com o proprietário são atitudes que protegem seus direitos e evitam cobranças indevidas.

E se você está pensando em investir em imóveis para renda, saiba que a qualidade da gestão do contrato — da entrada à saída do inquilino — é tão importante quanto a localização ou o preço do imóvel. Uma rescisão mal conduzida pode significar meses sem renda de aluguel e custos inesperados com reparos.

Conte com quem entende do mercado local

Na Rede Uno, acompanhamos de perto as tendências do mercado imobiliário nacional e aplicamos as melhores práticas na gestão de contratos de locação em Campo Grande. Nossa equipe está preparada para orientar proprietários e inquilinos em todas as etapas da locação — incluindo o momento da rescisão — com transparência, agilidade e respeito às normas da Lei do Inquilinato.

Se você tem dúvidas sobre rescisão de contrato, quer colocar seu imóvel para alugar ou está em busca de uma nova moradia em Campo Grande, fale com um de nossos especialistas. Estamos aqui para tornar sua experiência no mercado imobiliário mais simples e segura.

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