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União Estável e Imóveis: Quais são seus direitos?

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União Estável e Imóveis: Quais são seus Direitos?

Viver com um companheiro por muitos anos sem formalizar o casamento é uma realidade cada vez mais comum no Brasil. Mas quando se trata de bens imóveis, essa situação pode gerar dúvidas importantes sobre direitos e proteção legal. Se você está nessa situação, é fundamental compreender como a legislação brasileira protege seus interesses.

O que Diz a Lei Sobre União Estável

Segundo a legislação brasileira, a união estável é reconhecida como uma entidade familiar, mesmo sem registro formal em cartório. Isso significa que, se você vive com seu companheiro há um tempo considerável e mantém uma relação estável e contínua, a lei pode reconhecer direitos patrimoniais entre vocês.

A grande questão é: quando um imóvel é adquirido durante a união estável, ele é considerado bem comum do casal? A resposta depende de alguns fatores importantes que precisam ser analisados caso a caso.

Bens Adquiridos Durante a União: Regime de Comunhão Parcial

Na ausência de um contrato escrito que estabeleça outro regime, a legislação determina que a união estável segue o regime de comunhão parcial de bens. Isso significa que os bens adquiridos durante a convivência, a título oneroso (ou seja, mediante pagamento), pertencem a ambos os companheiros em partes iguais.

Porém, existe uma exceção importante: os bens adquiridos antes do início da união estável são considerados particulares e não integram o patrimônio comum. Isso é crucial em casos onde um dos companheiros já possuía recursos financeiros antes de começar a viver junto.

O Papel da Origem do Dinheiro

Um ponto essencial na análise de direitos sobre imóveis em união estável é a origem dos recursos utilizados para a compra. Se o companheiro utilizou dinheiro proveniente de uma ação trabalhista anterior ao início da convivência, esse bem pode não ser considerado comum, dependendo de quando exatamente o direito foi constituído.

A legislação considera o marco temporal da aquisição do direito ao crédito. Se as verbas da ação trabalhista foram constituídas antes da união estável iniciar, o bem adquirido com esse dinheiro é considerado particular. Caso contrário, se o direito foi constituído durante a convivência, o bem integra o patrimônio comum.

E Quanto à Valorização do Imóvel?

Uma pergunta frequente é: tenho direito à valorização do imóvel? A resposta é mais restrita do que muitos imaginam. A legislação prevê que apenas as benfeitorias realizadas no imóvel durante a união estável devem ser partilhadas.

Benfeitorias são melhorias concretas realizadas no imóvel, como reformas, construções ou instalações de sistemas. Se durante a convivência o casal investiu dinheiro em melhorias no imóvel, o proprietário do bem deverá indenizar o companheiro com a metade do valor gasto nessas benfeitorias.

A valorização natural do imóvel, causada por fatores externos como valorização do bairro ou mercado imobiliário, não é automaticamente partilhada entre os companheiros. Apenas as melhorias que vocês realizaram juntos geram direito a indenização.

A Importância da Documentação Formal

Um aspecto crítico que muitos casais em união estável negligencia é a falta de documentação formal. Se não houver registro de união estável em cartório e o casal não tiver contrato escrito estabelecendo o regime de bens, em caso de separação será necessário entrar com uma ação judicial para comprovar a existência da união estável.

Isso significa custos legais, tempo de processo e incerteza. Por isso, é altamente recomendável que casais em união estável formalizem essa situação através de registro em cartório de notas. Além disso, é possível estabelecer contratos escritos que definam como os bens serão partilhados em caso de separação.

Protegendo Seus Direitos em Campo Grande e MS

Se você está em Campo Grande ou em qualquer cidade de Mato Grosso do Sul e vive em união estável, é fundamental buscar orientação jurídica especializada. A Rede Uno, como imobiliária atuante no mercado local, recomenda que você consulte um advogado especializado em direito imobiliário antes de qualquer transação ou em caso de dúvidas sobre seus direitos.

Dados recentes do mercado imobiliário mostram que os preços de venda de imóveis residenciais tiveram alta de 0,42% em maio de 2026, conforme o FipeZAP. Com essa valorização contínua do mercado, é ainda mais importante proteger seus direitos patrimoniais.

Passos Práticos que Você Pode Tomar

Se você está em uma união estável e deseja proteger seus direitos sobre bens imóveis, considere os seguintes passos:

1. Formalize a União Estável: Registre a união estável em cartório de notas. Esse procedimento é simples, rápido e oferece segurança legal.

2. Estabeleça Contrato Escrito: Crie um contrato que defina o regime de bens e como os patrimônios serão partilhados em caso de separação.

3. Documente Benfeitorias: Se realizarem melhorias em imóveis, mantenha registros e comprovantes de gastos.

4. Consulte um Especialista: Procure um advogado especializado em direito imobiliário antes de fazer grandes investimentos em imóveis.

Conclusão

A união estável é reconhecida pela lei brasileira, mas seus direitos sobre bens imóveis dependem de vários fatores, como a origem do dinheiro utilizado na compra e o momento em que o bem foi adquirido. Enquanto a valorização natural do imóvel não é automaticamente partilhada, as benfeitorias realizadas durante a convivência geram direito a indenização.

O mais importante é não deixar essas questões para depois. Formalize sua situação, estabeleça contratos claros e busque orientação jurídica especializada. Assim, você protege seus interesses e evita conflitos futuros. Se você está em Campo Grande ou região, a Rede Uno está à disposição para orientar você sobre questões imobiliárias e conectá-lo com profissionais qualificados.

Fonte: Exame - Mercado Imobiliário, com orientações do especialista em Direito Imobiliário Marcelo Tapai.

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