Dense cityscape with numerous tall buildings under a cloudy sky.
Mercado Imobiliário

Brasília lidera imóveis de alto padrão e Centro-Oeste avança

·5 min de leitura

O mapa do mercado imobiliário brasileiro está mudando

Por décadas, o eixo São Paulo–Rio de Janeiro dominou as discussões sobre o mercado imobiliário de alto padrão no Brasil. Mas os dados mais recentes mostram que esse cenário está se transformando — e de forma bastante significativa para quem mora ou investe no Centro-Oeste.

Segundo o Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), divulgado pelo Ecossistema Sienge em fevereiro de 2026, Brasília assumiu a liderança nacional no segmento de alto padrão no quarto trimestre de 2025, superando São Paulo pela primeira vez no ranking. A notícia foi destaque na Exame e reforça uma tendência que vem se consolidando ao longo de todo o ano passado.

O que diz o ranking de alto padrão?

O IDI Brasil avalia a atratividade de cidades para novos projetos imobiliários com base em seis indicadores: demanda, dinâmica econômica, oferta de terceiros, demanda direta, atratividade para lançamentos antigos e para novos lançamentos. O resultado é um score de 0 a 1, quanto mais próximo de 1, mais atrativa a cidade.

No segmento de alto padrão — voltado a famílias com renda mensal superior a R$ 24 mil —, o ranking do quarto trimestre de 2025 ficou assim:

  1. Brasília (DF): 0,872
  2. Fortaleza (CE): 0,836
  3. São Paulo (SP): 0,825
  4. Goiânia (GO): 0,753
  5. Florianópolis (SC): 0,716
  6. Rio de Janeiro (RJ): 0,678
  7. Curitiba (PR): 0,672
  8. Porto Belo (SC): 0,665
  9. Belo Horizonte (MG): 0,655
  10. Salvador (BA): 0,642

Chama atenção o fato de Goiânia ocupar a quarta posição, mantendo presença constante entre os líderes ao longo de todos os quatro trimestres de 2025. Isso coloca o Centro-Oeste em destaque inédito no cenário nacional.

Por que o Centro-Oeste está em alta?

A ascensão de Brasília e Goiânia não é coincidência. A região Centro-Oeste vive um momento de forte crescimento econômico, impulsionado pelo agronegócio, pela expansão do setor de serviços e por uma classe média e alta cada vez mais consolidada. Esses fatores criam demanda real por imóveis de qualidade — e as incorporadoras estão percebendo isso.

Para Gabriela Torres, gerente de Inteligência Estratégica do Ecossistema Sienge, o comportamento do índice ao longo de 2025 revela um mercado mais dinâmico e menos previsível. "Os rankings ficaram mais móveis ao longo do ano, o que mostra que a demanda está reagindo a fatores econômicos, oferta e perfil de lançamentos de forma mais sensível. Isso exige acompanhamento constante dos dados e decisões baseadas em evidências atualizadas. Em um cenário mais distribuído, quem lê os sinais com rapidez e profundidade sai na frente", explica a especialista.

Esse movimento de descentralização é uma boa notícia para cidades como Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Embora não figure no top 10 do IDI Brasil — que avalia principalmente capitais com maior volume de lançamentos —, Campo Grande compartilha das mesmas dinâmicas que estão impulsionando o Centro-Oeste: crescimento econômico consistente, qualidade de vida elevada, menor custo de vida em comparação às grandes metrópoles e uma demanda crescente por imóveis bem localizados e com boa infraestrutura.

O que muda nos outros segmentos?

Além do alto padrão, o IDI Brasil também acompanha os segmentos médio e econômico. Veja os destaques:

Padrão médio (renda familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil)

São Paulo e Goiânia permaneceram no Top 3 durante todo o ano. A grande novidade foi Curitiba, que subiu da 5ª para a 2ª posição, superando Goiânia no encerramento de 2025. Sorocaba (SP) também avançou sete posições, reforçando o papel crescente das cidades médias no mercado imobiliário nacional.

Padrão econômico (renda familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil)

Neste segmento, Fortaleza liderou o ranking no quarto trimestre, com score de 0,879, seguida por São Paulo (0,850) e Curitiba (0,846). Goiânia manteve a quarta posição. Brasília registrou avanço expressivo, subindo da 10ª para a 7ª colocação, impulsionada pela melhora nos indicadores de oferta e atratividade de lançamentos.

Cidades médias entram no radar dos investidores

Um dos dados mais interessantes do IDI Brasil 2025 é o avanço de cidades que historicamente ficavam fora dos holofotes. São Luís (MA) foi a capital que mais ganhou posições no alto padrão ao longo do ano, saltando da 37ª para a 26ª colocação. Já Campinas (SP) encerrou o ano no Top 15, acumulando 16 posições de avanço.

Esse movimento confirma o que muitos especialistas já vinham sinalizando: o mercado imobiliário brasileiro está se tornando mais plural. A demanda por imóveis de qualidade não está mais concentrada apenas nas capitais tradicionais do Sul e Sudeste.

O que isso significa para quem quer comprar ou investir em Campo Grande?

Para o comprador ou investidor de Campo Grande e Mato Grosso do Sul, esse cenário traz mensagens importantes:

  • A valorização do Centro-Oeste é uma tendência estrutural, não um fenômeno passageiro. Cidades da região estão atraindo cada vez mais atenção de incorporadoras e investidores nacionais.
  • Imóveis de médio e alto padrão tendem a se valorizar em mercados onde a demanda cresce mais rápido do que a oferta — exatamente o que acontece em cidades como Campo Grande, que ainda tem espaço para crescer sem a saturação das grandes metrópoles.
  • O momento de comprar pode ser agora. À medida que o mercado do Centro-Oeste ganha visibilidade nacional, a tendência é que os preços acompanhem essa valorização. Quem entra antes colhe os melhores frutos.
  • Diversificação geográfica é uma estratégia inteligente. Investidores que concentravam recursos apenas em São Paulo ou Rio de Janeiro estão olhando para o interior e para outras regiões do país — e o Centro-Oeste está entre os destinos mais promissores.

Conclusão: um novo ciclo para o mercado imobiliário brasileiro

O IDI Brasil 2025 deixa claro que o mercado imobiliário nacional entrou em um novo ciclo, mais descentralizado e competitivo. Brasília na liderança do alto padrão, Goiânia no Top 5 durante todo o ano e a ascensão de cidades médias em diversas regiões são sinais de que as oportunidades estão se espalhando pelo mapa.

Para quem está em Campo Grande, esse é um momento de atenção redobrada ao mercado local. A Rede Uno acompanha de perto os movimentos do setor imobiliário em Mato Grosso do Sul e está pronta para ajudar você a encontrar o imóvel ideal — seja para morar ou para investir.

Fonte: Exame — Brasília desbanca São Paulo e é a cidade mais atrativa para o alto padrão (fev/2026). Dados do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), Ecossistema Sienge.

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