Mercado imobiliário brasileiro fecha 2025 com números históricos
Se você está pensando em comprar um imóvel em Campo Grande ou em qualquer outra cidade do Brasil, os dados de 2025 trazem uma mensagem clara: o mercado imobiliário está aquecido, resiliente e, acima de tudo, em crescimento. Mesmo diante de uma taxa Selic elevada — que encarece o crédito e costuma desacelerar o setor —, o Brasil registrou recordes históricos em lançamentos e vendas de imóveis residenciais verticais no ano passado.
Os números fazem parte dos Indicadores Imobiliários Nacionais do 4º trimestre de 2025, divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) em fevereiro de 2026, e revelam um setor que soube se adaptar às condições adversas do mercado financeiro para continuar entregando resultados expressivos. A fonte completa pode ser acessada no InfoMoney.
Os números que provam a força do setor
Em 2025, o Brasil lançou 453.005 unidades residenciais, um crescimento de 10,6% em relação a 2024. O Valor Geral Lançado (VGL) somou impressionantes R$ 292,3 bilhões. Do lado das vendas, o desempenho foi igualmente robusto: 426.260 unidades comercializadas no ano, alta de 5,4% sobre 2024, configurando um novo recorde anual para o setor.
Apenas no quarto trimestre de 2025, foram vendidas 109 mil unidades — o maior volume já registrado para um único trimestre na história do mercado imobiliário brasileiro. Em valor, esse período movimentou R$ 67 bilhões. No acumulado anual, o Valor Geral de Vendas (VGV) chegou a R$ 264,2 bilhões, crescimento de 3,5% na comparação com o ano anterior.
Para Celso Petrucci, conselheiro da CBIC e economista-chefe do Secovi-SP, o resultado reflete a capacidade das incorporadoras de ler e responder à demanda do mercado: "Apesar da taxa de juros, 2025 foi um ano de recordes. O incorporador seguiu sentindo a demanda aquecida e seguiu lançando."
E o Centro-Oeste? Como fica Campo Grande nesse cenário?
No recorte regional, o Centro-Oeste registrou 23.540 unidades vendidas no acumulado de 12 meses de 2025, ficando atrás apenas do Sudeste (220.087 unidades), Sul (89.769), Nordeste (80.111) e Norte (12.753). Embora a região ainda represente uma fatia menor do total nacional, o dado confirma uma demanda consistente e crescente por imóveis em cidades como Campo Grande.
A capital sul-mato-grossense vive um momento favorável: expansão urbana em bairros como Jardim Veraneio, Mata do Jacinto, Tiradentes e Universitário, além de uma infraestrutura em desenvolvimento que atrai tanto famílias em busca da casa própria quanto investidores atentos à valorização imobiliária. Quem compra hoje em Campo Grande está aproveitando um mercado ainda com preços competitivos em relação às grandes capitais, mas com trajetória clara de valorização.
Estoque cresceu, mas o mercado segue saudável
Um ponto que merece atenção é o crescimento do estoque de imóveis disponíveis. Ao fim do quarto trimestre de 2025, havia 347.013 unidades residenciais verticais disponíveis para venda no Brasil, alta de 7,2% em relação ao mesmo período de 2024 — o maior nível desde o quarto trimestre de 2023.
No entanto, esse dado precisa ser interpretado com cuidado. O tempo de escoamento da oferta — indicador que estima em quantos meses o estoque atual seria vendido no ritmo atual de vendas — ficou em apenas 9,8 meses. Para Fábio Tadeu Araújo, diretor-sócio da Brain Inteligência Estratégica e responsável pela pesquisa, esse número ainda indica um mercado saudável: "É um escoamento rápido, de menos de um ano. Durante o pico da época dos distratos, em 2016 e 2017, esse indicador era de quase 30 meses. Aquilo sim era uma crise."
Em outras palavras: há imóveis disponíveis, mas eles estão sendo absorvidos com velocidade. Para o comprador, isso significa que boas oportunidades existem, mas não ficam paradas por muito tempo.
Minha Casa Minha Vida: o motor que não para
O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) foi, sem dúvida, um dos grandes protagonistas do mercado em 2025. Os lançamentos dentro do programa cresceram 13,9% em relação a 2024, enquanto as vendas avançaram 15,1% no mesmo período.
No ano, foram lançadas 228.842 unidades verticais no âmbito do MCMV, e vendidas 196.876 unidades. O tempo de escoamento dos imóveis do programa é ainda mais rápido que a média geral: apenas 7,9 meses. O preço médio das unidades ficou em R$ 202,5 mil, tornando o programa acessível para uma ampla camada da população.
Em Campo Grande, o MCMV tem sido um vetor importante de acesso à moradia, com empreendimentos distribuídos em diferentes regiões da cidade. Para famílias de renda mais baixa, o programa representa a principal — e muitas vezes única — porta de entrada para a casa própria com condições facilitadas de financiamento.
Imóveis valorizaram 18,6% em 12 meses — bem acima da inflação
Um dado que chama atenção especialmente para investidores: os preços dos imóveis residenciais subiram 18,6% nos últimos 12 meses, segundo o IGMI-R, índice calculado pela FGV e pela Abecip. Esse número é expressivamente superior ao IPCA de 4,26% e ao INCC de 5,9% no mesmo período.
Isso significa que quem investiu em imóveis obteve uma valorização real significativa — ou seja, acima da inflação —, consolidando o setor como uma das alternativas mais rentáveis de investimento no atual cenário econômico. Petrucci, da CBIC, reforça: "A aquisição do imóvel continua sendo vantajosa e a valorização real do imóvel tem sido bastante alta."
Para quem está em Campo Grande, essa tendência nacional se reflete localmente. Bairros em expansão da cidade têm registrado valorização consistente, e quem compra na planta hoje tende a colher frutos expressivos na entrega do imóvel.
O que esperar de 2026?
As perspectivas para 2026 são animadoras. A CBIC avalia que a demanda potencial permanece elevada, sustentada pelo nível recorde de intenção de compra e pelo papel central do Minha Casa Minha Vida. O setor trabalha com a expectativa de queda adicional da taxa Selic ao longo do ano, o que deve melhorar as condições de crédito imobiliário e tornar o financiamento mais acessível.
A Abecip projeta crescimento de 16% nas concessões de financiamentos imobiliários em 2026, impulsionado pela expansão do funding via SBPE e mercado de capitais. Além disso, a meta do governo de contratar 3 milhões de unidades pelo MCMV até o fim do ano, com orçamento garantido pelo FGTS, representa um importante vetor de sustentação da demanda habitacional.
A avaliação dos especialistas do setor é clara: 2026 tem potencial para superar os recordes de 2025. Para quem está pensando em comprar ou investir em imóveis, o momento é de atenção às oportunidades — antes que os preços subam ainda mais.
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